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Diário aos Caracóis

Diário aos Caracóis

02
Mar21

Costela Bukowski

aMarques

A minha costela Bukowski anda a fazer das suas.

Gosto de usar, carinhosamente, o termo “costela Bukowski” para definir os vários tipos de pensamentos e palavras que fluem sem qualquer tipo de cagança ou pudor, sem o carimbo do politicamente correcto, como se costuma dizer, a verdade nua e crua (aos meus olhos, claro está).

(Nascemos todos com essa costela).

Sempre tive tanto medo de palavras fortes, sempre tive tanto medo de ser confrontada por alguém que me fizesse vomitar os meus pensamento mais profundos e duros. Sempre fui um paspalho que quis agradar a gregos e a troianos, mesmo sabendo que se tratava de uma missão suicida e impossível.

Entretanto, chegou a pandemia, chegou o fim do tabagismo, chegou o confinamento, enfim chegaram uma serie de coisas que nos colocaram á prova e pimba, o filtro rasgou-se, agora passa o que deve e o que não deve. Não considero que isto retrate a questão de ser ou não ser uma melhor pessoa, até porque a raça humana é o que é. Para mim, o maior impacto que isto tem é mesmo a nível de liberdade, liberdade de dizer que não, de dizer o que penso, de pensar por mim, mesmo que ninguém na mesma sala concorde. Uma liberdade que sempre repulsei por se fazer acompanhar da assustadora amiga responsabilidade. Só custaram os primeiros passos, depois é outro mundo.

Algo (responsabilidade) que actualmente me fascina quer nos bons momentos quer nos maus momentos. A vida é curta demais para a desperdiçar a viver conforme as ideologias e crenças alheias.

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